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Postado em: 27/05/2022
Termina na terça-feira (31) a primeira etapa anual de vacinação contra a febre aftosa em Minas Gerais. São imunizados bovinos e bubalinos de zero a 24 meses. O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), é o responsável pela fiscalização da campanha junto aos pecuaristas.
Nesta etapa, a expectativa é que sejam imunizados 10 milhões de animais em todo o estado para preservar a sanidade dos rebanhos e manter o compromisso com o agronegócio mineiro.
O produtor pode comprovar a vacinação dos animais usando o formato eletrônico de declaração que está disponível no site do IMA ou, caso tenha cadastro, acessando o Portal de Serviços do Produtor. Uma outra opção é o envio da declaração para o e-mail da unidade do IMA responsável pela jurisdição do município. O documento também pode ser entregue presencialmente.
O prazo para comprovar a vacinação vai até 10 de junho de 2022. Para facilitar a localização da propriedade, recomenda-se o envio do Cadastramento Ambiental Rural (CAR) na realização desse procedimento.
O IMA solicita ao produtor que, além de comprovar a vacinação contra a febre aftosa, declare a imunização de seus animais contra a raiva. A atualização cadastral do rebanho também é recomendada. Saiba mais aqui.
Evite multas
O produtor que não vacinar os animais estará sujeito a multa de 25 Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais (Ufemgs) por animal, o equivalente a R$ 119,25 por cabeça. A declaração de vacinação também é obrigatória e o produtor que não o fizer até 10/6 poderá receber multa de 5 Ufemgs, o equivalente a R$ 23,85 por cabeça.
Minas Gerais rumo à zona livre de febre aftosa sem vacinação
O compromisso dos pecuaristas nas campanhas de vacinação contra a febre aftosa, aliado às ações em defesa sanitária animal, têm garantido índices de vacinação dos bovinos e bubalinos superiores a 95% nos últimos anos. Em 2021, Minas Gerais alcançou índice de 97,5% de cobertura vacinal de bovinos e bubalinos.
Em abril deste ano, em um evento ocorrido na cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, polo da pecuária bovina do estado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou a retirada da vacinação contra a febre aftosa a partir de 2023 para Minas Gerais e outros seis estados que fazem parte do Bloco IV do Plano Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa e cumpriram os requisitos do plano estratégico para a suspensão da imunização.
Além de Minas Gerais, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins irão retirar a vacinação em 2023.
O último registro da doença no estado foi em 1996, e sua erradicação ocorreu em 2001 pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Desde então, Minas é reconhecida pelo órgão internacional como zona livre de febre aftosa com obrigatoriedade de imunização.
O plano estratégico nacional tem como objetivo principal criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa, ampliando zonas livres da doença sem vacinação e protegendo o patrimônio pecuário nacional. Está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), e com as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA), convergindo com os esforços para a erradicação da doença na América do Sul.
Agência Minas
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